Os primeiros estudos do EPISONO forneceram um panorama representativo do sono do cidadão paulistano, demonstrando-o como um assunto de relevância sob a ótica da saúde pública. Queixas sobre a dificuldade em iniciar e manter o sono, ronco, sonambulismo e insônia foram distúrbios de sono registrados com prevalência.
Nesta edição, os 1.042 voluntários realizaram os mesmos procedimentos anteriores, além de exames de polissonografia, actigrafia e dosagens bioquímicas. Os resultados revelaram a prevalência da apneia obstrutiva do sono em 32,9% da população, de insônia em 15% e de bruxismo em 7,4%, entre outros dados. Resultados importantes abordaram também a relação entre sono e menopausa, depressão, síndrome metabólica, risco cardiovascular, disfunção erétil e cefaleia noturna, entre outros. Foi o primeiro e único estudo a levar os pacientes para dormir no laboratório de sono considerando uma amostra representativa da cidade.
Todos os voluntários do estudo de 2007 foram reconvocados para a avaliação sobre como o padrão do sono e a prevalência de distúrbios de sono evoluíram ao longo de 8 anos. Como principais resultados, notou-se um aumento significativo nos índices de apneia do sono, sobretudo quando associado ao ganho de peso.
Para representar o sono da população de São Paulo a cada década, um novo estudo foi conduzido entre 2018 e 2019, contando com quase mil novos voluntários. Além dos exames realizados anteriormente, os participantes fizeram testes de espirometria, Holter de eletrocardiograma de 24 horas, monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA), entre outros.