1986-87 e 1995
[1ª e 2ª edições]
Os primeiros estudos do EPISONO proporcionaram um panorama representativo dos padrões de sono da população paulistana, evidenciando sua relevância para a saúde pública. Entre as principais manifestações identificadas, destacaram-se as dificuldades para iniciar e manter o sono, o ronco, o sonambulismo e a insônia, demonstrando a frequência elevada de queixas e distúrbios de sono na população.
Nesta edição, os 1.042 voluntários realizaram os mesmos procedimentos anteriores, além de exames de polissonografia, actigrafia e dosagens bioquímicas. Os resultados revelaram a prevalência da AOS em cerca de um terço da população, de insônia em 15% e de bruxismo em 7,4%, entre outros dados. Resultados importantes abordaram também a relação entre sono e menopausa, depressão, síndrome metabólica, risco cardiovascular, disfunção erétil e cefaleia noturna, entre outros. Foi o primeiro e único estudo a levar os pacientes para dormir no laboratório de sono considerando uma amostra representativa da cidade.
2015
[Follow-up 3ª edição]
Todos os voluntários do estudo EPISONO de 2007 foram reconvocados para avaliar as mudanças nos padrões de sono e na prevalência de distúrbios de sono ao longo de 8 anos. Entre os principais resultados, observou-se um aumento significativo nos índices de AOS, associado sobretudo ao ganho de peso, e dos sintomas de ansiedade entre pessoas com AOS, com níveis menores entre homens do que entre mulheres. Já o jetlag social esteve relacionado ao cronotipo tardio e à maior duração de sono nos dias livres, enquanto sua redução se relacionou ao avanço da idade, ao sono mais longo nos dias de trabalho ou estudo e à ausência de demandas ocupacionais.
Para acompanhar as mudanças nos hábitos e na qualidade de sono da população de São Paulo ao longo das décadas, uma nova edição do EPISONO foi realizada entre 2018 e 2019, com a participação de quase 1.000 novos voluntários. Além dos exames já utilizados nas pesquisas anteriores, os participantes passaram por avaliações complementares, incluindo testes para verificar o funcionamento dos pulmões (espirometria), o registro da atividade do coração durante 24 horas (Holter) e o acompanhamento da pressão arterial ao longo do dia e da noite (MAPA). Essas avaliações permitiram investigar de forma mais ampla a relação entre o sono e a saúde da população.