A gravidez é um período na vida da mulher em que muitas transformações físicas e psíquicas ocorrem. Em razão dessas mudanças, é comum que o sono na gestação se altere. Quando estamos falando do primeiro trimestre, o mais comum é que as mulheres sintam mais sono, pois é nessa fase que o volume de sangue na circulação aumenta, fazendo com que o coração tenha que trabalhar mais para bombeá-lo para o corpo todo. Como consequência, ocorre uma maior pré-disposição ao cansaço e, consequentemente, à sonolência. Além disso, há outros fatores, veja a seguir.
Normalmente, as alterações hormonais que ocorrem desde o início da gestação são as principais responsáveis pelas sensações de cansaço e de sonolência da mulher. Um hormônio em particular, conhecido como progesterona, se destaca neste papel, uma vez que pode ter seus níveis elevados em até 500% nessa fase da vida da mulher. Vale lembrar que, apesar de provocar esses efeitos colaterais, é muito importante que essa elevação ocorra, pois desempenha papel fundamental no desenvolvimento do feto.
Contudo, a progesterona tem efeito depressor sobre o Sistema Nervoso Central. O que isso quer dizer? Significa que a substância apresenta propriedades anestésicas, tranquilizantes e redutora das atividades mentais, o que leva à diminuição do ritmo cerebral e consequente sonolência.
Vale dizer, no entanto, que todos esses acontecimentos são bastante característicos do início da gestação. A partir do começo do segundo trimestre, no entanto, as alterações do sono na gestação são outras. Falamos delas adiante.
Um estudo de pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, na Pensilvânia, avaliou outras alterações de sono que podem surgir em gestantes.
Para isso, foram avaliadas 168 mulheres, entre a 20ª e 30ª de gestação, com idades entre 15 e 44 anos, que estivessem grávidas pela primeira vez. O objetivo era observar quais distúrbios de sono poderiam afetar as mulheres durante a gestação, separando-as entre mulheres sem histórico de depressão e outras com histórico – e avaliar de que maneira esses distúrbios poderiam afetar a gravidez.
As conclusões indicaram que, entre os distúrbios, apareceram:
De acordo com os pesquisadores, todas essas ocorrências podem ser associadas ao aumento de citocinas inflamatórias circulantes no organismo. Os achados indicam também que sintomas de insônia (dificuldade para iniciar ou manter um sono reparador) e a curta duração de sono foram associados ao parto de bebês menores, principalmente entre as mulheres grávidas deprimidas.
Veja outros fatores que podem interferir na boa qualidade de sono durante a gestação:
Conforme vimos até aqui, os distúrbios de sono na gestação são comuns. No entanto, a maior parte deles pode ser contornado com a adoção de medidas, simples, como as descritas a seguir.
Em casos em que o problema é persistente, deve-se buscar um especialista, a fim de que não ocorram prejuízos à saúde da mãe e ao desenvolvimento do bebê.
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A posição escolhida para dormir durante a gravidez faz toda diferença, sabia? Dessa maneira, vamos apresentar quatro possibilidades que podem contribuir com a melhora da qualidade de sono durante a gestação.
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